Fábricas de automóveis contratam mais pessoal
EconomiaO 3º turno nao vai terminar. Mais encomendas geram mais emprego
A indústria automóvel nacional está bem e recomenda-se mas, apesar do crescimento da produção, as ordens são para navegar à vista. Nos últimos meses, as duas maiores fábricas contrataram novos operários, mas só o mercado, sobretudo o externo, poderá ditar a continuidade deste reforço, pelo que as novas contratações são a prazo.
Em Mangualde, o futuro continua desconhecido para o turno da noite da fábrica da Peugeot-Citroën, que retomou a actividade há meio ano. Em Novembro, a administração garantia trabalho para pelo menos seis meses, que se cumprem neste mês de Abril. Para já "o turno não vai terminar", garante o director financeiro da PSA de Mangualde. Elísio Fernandes garante a "continuidade do turno da noite", mas não sabe por quanto tempo. A manutenção desta terceira equipa, que obrigou a empresa a contratar mais 300 trabalhadores, "está dependente da evolução do mercado e da carteira de encomendas", adianta. Para isso, "o planeamento está a ser feito diariamente, acompanhando a evolução das encomendas". Pelo caminho ficou a promessa de reforçar os turnos com mais 50 operários. "Nada está decidido. A evolução da procura é que irá determinar essa intenção", remata o administrador.
Apesar das cautelas, a PSA de Mangualde deve anunciar, ainda antes do final do mês, o arranque das obras da ampliação da fábrica de Mangualde, apurou o DN junto da autarquia.
No mês de Janeiro foram produzidos em Portugal 17 303 veículos automóveis, ou seja, um aumento de 49,3% face ao mês homólogo de 2010.
O bom comportamento da procura foi aproveitado pelos fabricantes para aumentarem o recrutamento, como sucede na Autoeuropa, que produz para a Volkswagen. A fábrica de Palmela recebeu uma encomenda da casa-mãe de mais 10 mil unidades, o que fará que este ano sejam atingidas as 130 mil viaturas.
A comissão de trabalhadores saudou o incremento da produção e anunciou que a empresa irá contratar, ainda este mês, 300 trabalhadores temporários com um contrato inicial de seis meses. A renovação destes contratos, que caducam em Dezembro, "irá depender das encomendas para 2012".
Fonte: DN
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