Esclarecimento aos Mangualdenses
Quem tem necessidade absoluta de recorrer ao insulto gratuito e à mentira comezinha, revela uma ausência completa de projectos e de ideias, reflexo de uma liderança que se esvaziou e cuja única estratégia assumida, passa por denegrir a imagem do próximo, manter o poder como um fim em si mesmo, demonstrando total falta de respeito pelas ideias dos demais.
Vem isto a propósito da tentativa de denegrir a honra e a consideração pessoal dos actuais vereadores do Partido Socialista, nomeadamente do Dr. João Azevedo, por alegadamente receber “70 contos por mês” por cada reunião de câmara.
Clara perseguição pessoal. E é tão mentiroso quem não diz a verdade, como quem a altera para daí retirar benefícios pessoais ou políticos.
Nos termos da lei, todos os vereadores em regime de não permanência, como é o caso de todos os vereadores do Partido Socialista, têm direito a auferir senhas de presença no valor de €68,68 (Euros e não contos!!!!) que se destinam a compensar o empenho pessoal no desempenho do cargo de vereador. Têm ainda direito a auferir subsídio de transporte no valor de € 0,39 (trinta e nove cêntimos) por quilómetro, e a ajudas de custo no valor de €45,54, que visam compensar as despesas realizadas do seu próprio bolso, nomeadamente de portagens, combustível, viatura própria e telemóvel, e por esta via assegurar os meios materiais necessários ao cumprimento por parte dos vereadores das suas obrigações de serviço público.
O Dr. João Azevedo trabalha em Lisboa, onde reside durante a semana, deslocando-se para Mangualde, ao fim de semana, para junto da sua família e amigos, estando sempre disponível, como todos sabem, para em qualquer dia da semana prestar a sua ajuda às necessidades de quem o procura, à hora que for necessário.
Entre 2001 e 2005 nunca quis receber qualquer quantia a título de ajudas de custo ou de subsídio de transporte, apesar de por lei a elas ter direito, uma vez que as reuniões ordinárias da Câmara Municipal de Mangualde ocorriam às 2ªs feiras, momento em que estava em Mangualde. Sempre pagou do seu bolso as despesas de telemóvel, de transporte, de gasóleo, nas deslocações que fazia ao serviço da Câmara Municipal de Mangualde e no desempenho das suas funções de vereador em regime de não permanência.
Ocorre que na primeira reunião ordinária deste mandato (2005-2009) o actual presidente de câmara propôs e fez aprovar, com os votos contra dos vereadores do Partido Socialista, que as reuniões ordinárias passassem de 2ª feira para 4ª feira, de forma a dificultar o exercício do cargo dos vereadores que trabalham fora do concelho e impedindo que a população assistisse a todas as reuniões de Câmara, limitando o acesso do público apenas a uma das reuniões mensais.
Fácil é de entender que tal decisão obrigava o Dr. João Azevedo a deslocar-se para Lisboa no domingo à noite, a regressar a Mangualde na terça-feira à noite para participar na reunião de Câmara à quarta-feira, regressar a Lisboa no mesmo dia, para voltar a Mangualde na sexta-feira à noite, o que implicava o pagamento do seu próprio bolso das despesas com tais deslocações (gasóleo, automóvel, portagens), num acréscimo de mais de 600 quilómetros por cada reunião, além dos que percorria habitualmente, factos aos quais o actual presidente de câmara sempre foi insensível, o que até se estranha quando o actual presidente da câmara faltou à grande maioria das reuniões que ele próprio marcou para as quartas-feiras!
Tal facto determinou que, quer o Dr. João Azevedo, quer o Dr. Luís Coimbra, que durante a semana reside em Coimbra onde trabalha, exercessem o seu direito a receberem as despesas de transporte pelos quilómetros a mais que se viam forçados a efectuar, pelo facto de as reuniões terem passado para as quartas-feiras sem motivo justificativo que não fosse o de dificultar o exercício do cargo para o qual foram eleitos. Mas apenas as despesas de transporte (!), nunca recebendo, por opção própria, qualquer subsídio a título de ajudas de custo a que tinham direito nos termos da Lei.
Foram três anos de teimosia injustificada do actual presidente da câmara, que bloqueou o acesso do povo às reuniões e que, a partir de 19 de Março de 2008 impediu a publicação da totalidade das actas no site da Câmara Municipal de Mangualde, limitando o acesso a um mero resumo das mesmas.
Na reunião de 3 de Setembro de 2008, os vereadores do Partido Socialista propuseram, mais uma vez, a alteração das reuniões para as segundas-feiras, tanto mais que o actual presidente da câmara faltava sistematicamente à discussão dos assuntos que ele próprio agendava para a reunião, propondo ainda que todas as reuniões passassem a ser públicas. Tal proposta foi aprovada, data a partir da qual nunca mais o Dr. João Azevedo e o Dr. Luís Coimbra receberam qualquer quantia a título de subsídio de transporte!
No entanto, exige-se coerência, que não exista má-fé e que a verdade seja esclarecida!
Nunca ninguém ouviu ou ouvirá os membros da candidatura do Dr. João Azevedo atacar pessoalmente seja quem for, nomeadamente com o argumento de que existe quem viva da política e dos cargos políticos auferindo regalias e alcavalas de largas dezenas de euros por mês, nomeadamente uma reforma que acumula com 1/3 do salário de Presidente da Câmara Municipal num valor superior a mil contos por mês (5.000,00 Euros), 14 meses por ano - quer falte, quer não falte às reuniões ! – e tem ainda direito ao pagamento de despesas de representação no valor de € 999,88/por mês, e de ajudas de custo, quando a grande maioria dos funcionários da Câmara e munícipes têm um rendimento mensal inferior a 500 euros para fazer face às despesas de família, da alimentação e da educação dos seus filhos!
Nem falaremos nas contas de telemóvel, nem nas deslocações em viaturas da Câmara Municipal para fazer política em benefício próprio, nem naqueles que, fazendo parte da candidatura do actual presidente da câmara, recebem ou receberam subsídio de residência, dando moradas de fora do concelho, quando residem em Mangualde.
Devemos manifestar o nosso profundo desagrado pelas calúnias e mentiras que têm lançado sobre o Dr. João Azevedo, a sua família e os seus apoiantes.
A única campanha sórdida a que temos assistido é a dos ataques ao Dr. João Azevedo, que permanece inabalável e coerente, sem atacar pessoalmente ninguém, atitude que deverá manter. Mas que deve defender, até à exaustão, as suas ideias, os seus projectos e mesmo a sua família que, de forma injustificada e desrespeitadora tem sido insultada, provocada e caluniada.
Toda a população sabe quem anda a enganar as pessoas com falsas promessas de emprego, quem anda a insultar os adversários, quem ameaça os funcionários da Câmara Municipal de Mangualde e todas as pessoas que, de forma corajosa, dão a cara por um novo projecto por não concordarem com aquela forma de estar e fazer política.
Chega! Em política não vale tudo.
O medo e a tolice continuam a lançar a semente da discórdia e da desunião, atacando com mesquinhez e continuando a cavalgada da mentira: quem insulta, diz que é insultado; quem faz ataques pessoais é quem não respeita a família dos seus adversários, nomeadamente do Dr. João Azevedo, e se vinga de quem lhe dirige críticas. Ataca indiscriminadamente com insultos quem tem demonstrado um maior amor pela sua terra e pelas suas gentes.
São os casos sucessivos e constantes de conflitos com pessoas e instituições abusando do lugar que ocupam, o abandono de reuniões, o de acusações infundadas, o de perseguições e coacção a pessoas e até a funcionários que envergonham a nossa terra.
Tais atitudes demonstram um apego desmesurado pelo poder, por parte daqueles que vivem à sua sombra há dezenas de anos e que lhes trouxe uma reforma dourada, que futuramente nenhum Presidente da Câmara de Mangualde terá, porque tais regalias acabaram – e bem – por decisão do actual Governo.
Urge esclarecer que os vereadores do Partido Socialista, estão na política a servir os Mangualdenses com dinheiro do seu bolso, ganho com o fruto do seu trabalho com o qual suportam os encargos da sua vida pessoal e familiar.
Eis a diferença. Palavras para quê?
Luís Coimbra


