Ainda o Magalhães…

Escrito por Fernando Beja Correia.

Confesso que fiquei bastante surpreendido com o actual governo socialista de José Sócrates devido à sua cultura tecnológica e capacidade de inovação nas Novas Tecnologias da Informação e Comunicação que tem demonstrado durante este mandato.

Começou com o programa “e-escolas”, para os alunos do 10º, 11º e 12º e para todos aqueles que estivessem em “Novas Oportunidades”, ou melhor, que pudessem concluir com dignidade os seus estudos, oportunidade que muitos, pelas mais diversas razões não tiveram quando eram estudantes. O sucesso foi de tal ordem que o programa teve de ser alargado até aos alunos do 7º ano, de forma a que todos tivessem um computador portátil com software de ultima geração da Microsoft e em Língua de Camões, por 150 euros!!!

Mas, o melhor estaria para vir, porque se queremos um povo com cultura tecnológica, temos de o educar com essa componente. José Sócrates arregaçou as mangas e triunfou, numa visão de futuro que nenhum governo actual no Mundo conseguiu implementar no seu país. O nosso primeiro-ministro num acordo histórico com a Intel, coloca em Portugal a melhor e maior empresa mundial de Processadores, que com aliança à J.P Sá Couto em Matosinhos (vê alargada e melhorada as suas instalações), lança o Magalhães – computador que vai ser uma realidade para todos os estudantes do 1º Ciclo, onde o mais caro custará 50 euros!!!

Tudo isto leva-nos a uma conclusão clara:

Primeiro, o empenho demonstrado por este executivo no plano tecnológico é por demais evidente, o que nos leva a concluir, mas afinal o que está a contribuir neste momento?

Um povo mais actual ao nível da realidade tecnológica, da “Aldeia Global”. A importância que tem numa empresa uma ligação à Internet, a importância que tem numa casa a ligação à Internet… desde a mais banal conversação com os amigos, desde os pagamentos sem sair de casa, as salas de convívio, as enciclopédias, os blogs, o youtube, a consulta dos extractos bancários, até às transacções monetárias de milhares e milhões, etc…

Portugal não pode, nem deve omitir esta realidade aos Portugueses, hoje em dia o mais simples trabalho não passa sem um “toque” tecnológico e se queremos ser um país ambicioso, temos de estar actualizados quando se falar em TIC.

Segundo, o elogio importantíssimo e altamente prestigiante do “charmain” da Intel, Craig Barret, ao executivo de José Sócrates e passo a citar: “Um executivo que decide dar a cada criança a oportunidade de ter um portátil… é uma grande decisão! Vejam nenhum outro governo no Mundo decidiu algo do género. Por isso, ainda fiquei mais surpreendido por ter sido um processo tão rápido”. – Pág.30 da revista Exame Informática nº159 de Setembro de 2008.

“O que Portugal está a fazer é, sem dúvida, um bom exemplo para os outros países.” – Pág.30 e 31 da revista Exame Informática nº159 de Setembro de 2008.

Um elogio destes não está ao alcance de qualquer um, de qualquer país, mas José Sócrates e o seu executivo conseguiram, ao ponto de outros estarem a tirar ideias de Portugal para implementarem nos seus países.

Um desses casos flagrantes é o da Venezuela, que tem vindo a ficar cada vez mais rendida e surpreendida, ao ponto de Hugo Chávez durante a sua visita a Portugal ter dito a José Sócrates que pretende adquirir computadores de Portugal para os levar a todos os estudantes Venezuelanos.

Terceiro, para que tudo isto nos leve a um rumo de profissionalismo e conhecimento tecnológico, é necessário que o Governo disponibilize aos professores a formação necessária para que estes saibam como lidar com o “Magalhães” nas salas de aula, porque sem formação a este nível, os estudantes do 1º ciclo, jamais conseguirão tirar o verdadeiro partido da interacção homem-máquina e quem perde é Portugal, porque o futuro não passará sem que exista um computador por família e essa meta vai ter os seus excelentes resultados.

Os melhores cumprimentos.

Fernando Beja Correia

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